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Corrimento Vaginal - Saiba mais...

22:38:00


Você sabe o que é corrimento vaginal?
corrimento vaginal é uma combinação de fluídos e células continuamente eliminados através do canal vaginal, no intuito de limpar e proteger a vagina. A cor e a consistência do corrimento vaginal varia – desde corrimento branco grumoso até corrimento fluído entre os seus ciclos menstruais – a depender do seu estágio de vida reprodutiva.
Uma pequena quantidade de corrimento vaginal fisiológico deve ser considerada comum. Entretanto, caso o corrimento vaginal tenha um odor fétido ou venha acompanhado de dor / prurido, isso pode ser um sinal de alguma doença.
Causas mais comuns de corrimento vaginal
A maioria das causas de corrimento vaginal – tais como candidíase vaginal ou vaginose bacteriana – é relativamente benigna, porém pode causar muito desconforto.
O corrimento vaginal acentuado também pode ser um sintoma comum entre algumas doenças sexualmente transmissíveis. Como essas infecções podem ser transmitidas para os parceiros sexuais – ou podem se disseminar através do útero, ovários e tubas uterinas – o diagnóstico e o tratamento precoce são importantes.
Em alguns casos, o corrimento vaginal amarronzado ou até mesmo tingido por coloração vermelha pode ser um sinal de câncer de colo uterino. Pacientes com múltiplos parceiros sexuais e com sangramento após a relação sexual devem ficar atentas a esses sinais e deve procurar seu ginecologista para esclarecer eventuais dúvidas.
Conheça abaixo outras doenças infecciosas:

Vaginose bacteriana
É um tipo de inflamação do canal vaginal proveniente da proliferação de diversos tipos de bactérias que habitam naturalmente o canal vaginal, gerando um desbalanço da flora vaginal considerada normal. Esse corrimento não é causado por um único microorganismo.
As mulheres em idade reprodutiva são comumente afetadas pela vaginose bacteriana, porém mulheres de qualquer idade podem apresentar esse tipo de corrimento. Os médicos não sabem a causa exata do surgimento da vaginose bacteriana, porém certas atividades, tais como relação sexual desprotegida ou uso de duchas vaginais, aumentam o risco do aparecimento desse corrimento.
Sintomas
A vaginose bacteriana pode apresentar uma série de sinais e sintomas, dentre os quais:
·         Corrimento vaginal branco fluído;
·         Corrimento com odor fétido (que piora principalmente após a relação sexual – odor semelhante a peixe);
·         Ardor durante a micção;
·         Irritação do canal vaginal.
Entretanto muitas mulheres com vaginose bacteriana não apresentam nenhum sinal ou sintoma (cinquenta a setenta e cinco por cento das mulheres com vaginose bacteriana são assintomáticas).
Causas
A vaginose bacteriana resulta do crescimento de diversas bactérias que frequentam habitualmente o canal vaginal. Usualmente, as “boas” bactérias (lactobacilos) estão em maior número do que as bactérias “ruins” (anaeróbias) dentro da vagina. Caso as bactérias anaeróbias estejam em número aumentado, elas causam um desbalanço da flora vaginal, resultando na vaginose bacteriana.

  
Prevenção
Algumas medidas podem ser realizadas para reduzir a incidência de vaginose bacteriana:
·         Minimize a irritação do canal vaginal: realize a limpeza da genitália externa e seque bastante a região após o banho. O uso de sabonetes íntimos de forma diária não deve ser realizado. Evite utilizar roupas que aumentam a umidade da vagina;
·         Não realize duchas vaginais: o canal vaginal não precisa de mais limpeza, além do banho regular. O uso de duchas vaginais altera a flora vaginal normal e pode aumentar o risco de infecções vaginais;
·         Evite o contato com doenças sexualmente transmissíveis: utilize preservativo durante as relações sexuais.
Quando procurar um médico
Você deverá procurar um médico ginecologista caso apresente novos sintomas vaginais ou se:
·         Você nunca teve infecção vaginal. Procurar um médico irá auxiliar a determinar a causa e identificar os sinais e sintomas dos principais tipos de corrimento vaginal;
·         Você já teve infecção vaginal, porém esses sintomas atuais parecem diferentes;
·         Você teve múltiplos parceiros sexuais ou um parceiro sexual recente. Você pode ter obtido uma doença sexualmente transmissível. Os sinais e sintomas de algumas doenças sexualmente transmissíveis podem ser similares à vaginose bacteriana;
·         Você tentou o tratamento pensando em corrimento por candidíase com um número ilimitado de medicações anti-fúngicas e os seus sintomas persistem ou você está apresentando febre ou você está com odor vaginal fétido.
Fatores de risco
Os principais fatores de risco para o surgimento de vaginose bacteriana são:
·         Múltiplos parceiros sexuais ou novo parceiro sexual: a conexão entre atividade sexual e vaginose bacteriana não está inteiramente definida, porém a vaginose bacteriana acontece com maior frequência entre mulheres que apresentam múltiplos parceiros sexuais ou um novo parceiro sexual. A vaginose bacteriana também parece ter uma frequência aumentada entre casais homoafetivos;
·         Duchas vaginais: a prática de lavar o canal vaginal ou utilizar agentes de limpeza (duchas) altera a flora vaginal normal. Isso pode causar um crescimento acentuado de bactérias anaeróbias e, consequentemente, vaginose bacteriana. Como o canal vaginal apresenta um processo natural de limpeza, o uso de duchas vaginais não é necessário;
·         Diminuição natural de lactobacilos: caso seu ambiente vaginal não produza um número suficiente de lactobacilos, você apresentará um maior risco de desenvolver esse tipo de corrimento.
Complicações
Geralmente a vaginose bacteriana não causa complicações. Sob certas circunstâncias, a vaginose bacteriana pode causar:
·         Partos prematurosem gestantes, a vaginose bacteriana está correlacionada com uma maior incidência de partos prematuros e baixo peso do recém-nascido ao nascimento;
·         Doenças sexualmente transmissíveisa presença de vaginose bacteriana demonstra que a mulher apresenta maior susceptibilidade a contrair doenças sexualmente transmissíveis, tais como HIV, herpes genital, clamídia, gonorreia ou HPV;
·         Aumento do risco de infecção cirúrgica após cirurgia ginecológica: a presença de vaginose bacteriana pode estar associada com um risco aumentado de infecção pós-cirúrgica, principalmente em procedimentos como histerectomia ou dilatação e curetagem uterina;
·         Doença inflamatória pélvicaé uma infecção ascendente que acomete o útero e as tubas uterinas e que pode aumentar o risco de infertilidade.
Diagnóstico
Para realizar o diagnóstico de vaginose bacteriana é necessário:
·         Questionar seus antecedentes patológicos: especificamente sobre infecções genitais anteriores ou doenças sexualmente transmissíveis;
·         Realizar um exame pélvico ginecológicodurante a realização desse exame, seu médico irá avaliar sua genitália externa, procurando por sinais de infecção genital. Posteriormente ele deverá realizar o toque bimanual para avaliar os órgãos pélvicos e a questão da dor à mobilização das estruturas localizadas na região pélvica;
·         Realizar coleta de secreção do canal vaginal: serve para avaliar a presença de bactérias anaeróbias em número aumentado dentro do canal vaginal. A utilização do microscópio é essencial para procura das “clue cells” (células vaginais cobertas por bactérias) e a realização de pH vaginal demonstra um escore acima de 4,5 (característica do corrimento vaginal causado pela vaginose bacteriana).
Tratamento
Para o tratamento da vaginose bacteriana, seu médico deverá prescrever uma das medicações abaixo indicadas:
·         Metronidazolessa medicação pode ser tomada por via oral. Também está disponível na forma de creme vaginal. Para evitar alterações gástricas, dores abdominais ou náuseas durante a ingestão dessa medicação, é recomendado abstinência alcoólica durante o tratamento;
·         Clindamicina: essa medicação está disponível na forma de creme vaginal. Pode enfraquecer o látex do preservativo, facilitando a ruptura do mesmo durante o ato sexual realizado durante o período do tratamento e até três dias após a parada da medicação.
Geralmente não é necessário o tratamento dos parceiros sexuais. É extremamente importante que gestantes com vaginose bacteriana sejam diagnosticadas e tratadas de forma precoce.
Apesar do tratamento ser efetivo, é comum a recorrência desse tipo de corrimento vaginal em cerca de três a doze meses após o término do tratamento. Os pesquisadores estão avaliando regimes de tratamento para vaginose bacteriana de repetição. Caso você tenha novos sintomas após o término do tratamento, converse com seu médico sobre outras opções de tratamento. Um exemplo é o uso extendido de metronidazol.
Uma opção para evitar a recorrência dessa doença é a terapia de colonização por lactobacilos – possivelmente realizada por meio da ingestão de iogurtes ou comidas contendo um número aumentado de lactobacilos. Sempre avaliar os riscos e os benefícios de utilizar uma terapia próbiota.
Tricomoníase
Tricomoníase é uma infecção transmitida pelo contato sexual e ocasiona um corrimento vaginal abundante, de coloração variada, bolhoso e de odor fétido. Outros sinais e sintomas incluem prurido e/ou irritação vulvar, vermelhidão da mucosa vaginal, dor na relação sexual, dor pélvica e dor ao urinar. Os homens portadores de tricomoníase geralmente não apresentam sintomas. Gestantes portadoras de tricomoníase apresentam um risco aumentado de desenvolver trabalho de parto prematuro.
A tricomoníase é causada por um protozoário denominado Tricomonas vaginalis e sua transmissão é virtualmente sempre ocasionada pelo contato sexual.
Para prevenir a reinfecção pelo mesmo organismo, ambos os parceiros devem ser tratados. O tratamento mais comum da tricomoníase envolve a tomada de uma megadose de Metronidazol. Você pode reduzir o risco de infecção utilizando preservativo corretamente em todas as relações sexuais.

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